HISTÓRIA DA AMECA

 

        A Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA foi criada em 9 de janeiro de 1987, como Seccional da   APREMA uma entidade de âmbito estadual. Em 1999 se desmembrou da APREMA e fez Estatuto próprio e CNPJ, com área de atuação somente no município de São Francisco do Sul-SC.

A Associação Movimento Ecológico Carijós – AMECA é uma Organização não Governamental – ONG sediada no Município de São Francisco do Sul, e tem como objetivos a defesa e divulgação da legislação municipal, estadual e federal; a defesa do meio ambiente e da qualidade de vida da população; a preservação e recuperação do patrimônio artístico, estético, cultural, turístico e paisagístico.

São objetivos da Associação a defesa do meio ambiente, do patrimônio histórico, paisagístico, estético e cultural.

A motivação inicial para a criação da entidade, foi o descaso e omissão por parte da Prefeitura Municipal, em relação ao não cumprimento do Plano Diretor do município, o que, no entender dos fundadores da entidade ocasionaria um crescimento desordenado principalmente nos nossos balneários, onde não havia água canalizada. 

Nos deparamos em seguida com deficiências na fiscalização por parte da Capitania dos Portos que inicialmente fiscalizava as áreas da União, e também por parte do IBAMA, aos quais notificávamos todas as irregularidades que nos eram denunciadas.

Para a manutenção da qualidade de vida urbana, atuamos sempre em políticas públicas, defendendo a legislação, atuando no cumprimento do Plano Diretor em ações de irregularidades no saneamento, contra edifícios que projetem sombra na praia, fiscalização de denúncias que recebíamos.

Desde 1988, intervimos junto ao Ministério Público estadual e federal e Polícia Ambiental 

Pedimos ações mais integradas dos órgãos públicos na defesa do meio ambiente, neste sentido em 1990 uma ação importante desenrolou-se, convocada pela Procuradora da República Dra. Ella de Castilho, onde se obteve por parte da Capitania dos Portos e IBAMA, a promessa de maior rigor, na proteção dos mangues.

Realizamos extenso abaixo-assinado em 1993, nos municípios de São Francisco e Joinville com a finalidade de solicitar aos órgãos competentes a realização de pesquisas para avaliar a possibilidade de abertura do Canal do Linguado. Esse abaixo assinado resulto no início de uma Ação judicial proposta pelo  MPF 2001.72.01..001512-6  .

Em 1995 encaminhamos denúncia à Procuradoria Estadual em Florianópolis que propôs uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Prefeitura Municipal para impedir que o novo Plano Diretor proposto pelo Prefeito Municipal e aprovado na Câmara de Vereadores. A alteração previa um adensamento populacional nos balneários, com a elevação do número de pavimentos nos edifícios, com as consequências no agravamento de infraestrutura sanitária e sombreamento de algumas praias. Em 1998 o Tribunal de Justiça deu ganho de causa à ADIM 88.083522-1   1995.

Diversas denúncias ao Ministério Público e Câmara de Vereadores sobre as alterações à legislação que integra o Plano Diretor, no Ministério Público Federal resultou em várias ações na Justiça Federal: ACP Nº 5010445-46.2015.404.7201 e nº 5010879-35.2015.404.7201

Em 1996 somos convidados pelo Ministério de Meio Ambiente a participar da revisão do Plano de Gestão para a lei do Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro.

Em agosto de 1999, lideramos uma ação civil pública contra a Petrobras ACP 2000.7201.003545-5    2000 72 01 004261-7. Desde 2013 acompanhamento desses processos, contra o despejo irregular de efluentes no rio Acaraí pela PETROBRAS/TRANSPETRO

Em 2000, encaminhamos denúncia ao Ministério Público Estadual, e federal, com extensa lista de irregularidades no setor hidro-sanitário do Município, que resultou em ação do MP, que posteriormente obrigou o município a instalar a ETE. MPF 2003.72.001553-6

2ª VARA 061.04.001177-2/002 2008 e Proc. nº 2005.042928-1 

Nesse ano ingressamos com uma ACP contra a Vega do Sul Laminadora de aço agora Arcelor Mital e acompanhamos diversos processos relacionados: Agravo 2002 04 01 003036-8    ACP 2001 72 01 001559-0 e MPF 2003.72.01.003257-1                          

Ao longo dos anos temos a certeza de ter contribuído para a formação crítico dos problemas ambientais em São Francisco do Sul, e é notório quando nos deparamos com a preservação paisagística e com as características ambientais, se comparadas com a generalidade do litoral Catarinense.

Desde a fundação da entidade em 1987, atuamos para impedir a destruição da região de restinga, dunas e manguezais na ilha de São Francisco do Sul, que posteriormente em 2005 foi criado o Parque Estadual Acaraí

Em 2009, apresentamos o case:

AMECA “22 anos de práticas cidadãs”, e foi contemplado com o Prêmio Fritz Müler Fundação de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina – FATMA.

 A AMECA participa, e tem representação nas seguintes entidades:

- Comissão determinada pela Justiça federal com vistas a acompanhar a recuperação da praia das Varizes nos Paulas ACP – 2001.72.01 000369-0 

- Comissão determinada pela Justiça federal, com vistas a discussão do projeto de implantação da Unidade de Proteção Integral, decidida na justiça como forma de Compensação Ambiental decorrente da instalação da Vega do Sul ACP 2001 72 01 001559-0 e MPF 2003.72.01.003257-1.

- Já participou da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Estado de Santa Catarina, como suplente na representação da FEEC (Federação de Entidades Ecológicas Catarinense)

A AMECA integra o Conselho Municipal de Meio Ambiente desde sua instalação em 2007, e desde 2015 a AMECA sempre integrou diversos o GT no  Conselho Municipal de Meio Ambiente, para discutir e propor diversas leis , como a lei  Municipal de Educação Ambiental, dos Resíduos Sólidos, da “Lei Municipal da Estrada Limpa, Código Ambiental  e outras.

Desde 2015 a AMECA participa do Grupo Pro Babitonga, grupo multissetorial com a participação de representantes governamentais e não governamentais dos 6 municípios da região da Babitonga

A AMECA integra desde 2012, o Conselho Consultivo do Parque Estadual Acaraí, e sempre foi eleita um membro como Vice-presidente do Conselho.

A AMECA Está cadastrada no CNEA – Cadastro Nacional de Entidades Ecológicas desde 2005, e já teve uma indicação como suplente da região sul no CONAMA

A AMECA indicada pela Rede de Ongs da Mata Atlântica, já foi suplente da região sul no Conselho Nacional da Reserva da Biosfera

A AMECA tem como principais objetivos:

-  Defender e divulgar a legislação ambiental federal, estadual e municipal;

-  Defender o desenvolvimento de atividades relacionadas com o meio

ambiente, com o propósito de obter a mais alta qualidade sustentável da

vida humana;

-  Promover, estimular e apoiar trabalhos   de defesa, preservação e

recuperação do meio ambiente, da qualidade de vida e do consumidor;

-  Promover e apoiar trabalhos de defesa, preservação e recuperação do

patrimônio artístico, estético, cultural, histórico, turístico e paisagístico;

-  Estimular autoridades federais, estaduais, municipais e associações para

a adoção de medidas   e práticas que visem o equilíbrio ecológico do

meio ambiente;

-  Participar de discussões, nas diversas áreas da administração pública;

-  Denunciar e exigir providências relativas às transgressões a todos os

itens das alíneas a), b), c) e d) aos órgãos competentes federais,

estaduais e municipais;

-  Promover, apoiar e divulgar projetos educativos;

-  Divulgar as ações desenvolvidas pela AMECA.

As principais linhas de atuação da AMECA são:

-  O conhecimento da legislação e sua aplicação, na informação, apoio,

mobilização e conscientização da comunidade e entidades, sobre a

disciplina do uso do solo, de áreas comuns do  povo,  e  Áreas  de

Preservação Permanente.

-  O incentivo e apoio a formação de entidades representativas de bairro

como forma de articulação, intercâmbio de informações, e fortalecimento de

ações locais, ou comuns, sempre respeitando a diversidade de perspectivas

da comunidade.

-    Pesquisa e estudo de irregularidades, sempre solicitando aos respectivos

órgãos competentes a solução do caso, e encaminhando a denúncia ao Ministério Público Estadual e Federal, somente em casos não atendidos por

esses organismos, ou em caso de dano, de urgente medida de precaução,

ou ação.

- Participação, estudo, e proposições de matérias, que resultam em políticas

públicas nas instâncias locais, regionais e estaduais.

Atuação

O apoio a entidades e lideranças locais, traduz-se numa teia de troca de informações, orientações, denúncias.

 O que nos move - nossa missão

Acima de tudo, o que move os ambientalistas é uma extrema determinação, na defesa das gerações futuras e sua sustentabilidade.  Isso pressupõe a busca por qualidade de vida e equilíbrio socioambiental. Com estes princípios, a AMECA tem lutado e alcançado vitórias, em defesa da lei, demonstrando o fator educativo da ética e dos valores.

A AMECA sempre percebeu a lacuna, nos valores não percebidos pela

sociedade, de que o cumprimento da lei atende a defesa de todos, e à medida

que a demanda de outras entidades por apoio a questões locais, exerceu o papel de demonstrar a eficácia dos mecanismos do poder executivo, legislativo e judiciário no exercício de restabelecer a defesa de direitos difusos.

A cooperação entre entidades constitui um elo fundamental, que se fortalece em momentos emergenciais.

A defesa do meio ambiente, a manutenção do equilíbrio ecológico, a mobilização em parceria e apoio a outras organizações, sempre buscou um modelo socioambiental justo e ecologicamente equilibrado, sempre em decisões de consenso.

O contato com outras organizações proporciona um processo educativo, na busca pelos direitos comuns.

Contribuição Sócioambiental

O que em muitos casos parecia uma utopia desencadeou ações de esforço e determinação, em perseguir objetivos, que muitas vezes se concretizaram, o que nos moveu a permanecer mesmo com dificuldades na defesa dos direitos de todos.

A luta pela contribuição filosófica, política, moral, independência e de valores, justificam o trabalho da AMECA e é extensa a lista de resultados.

Desde 2007, acompanhamos as várias ações de propostas de instalação de mais portos no município de São Francisco do Sul:

Porto Brasil Sul - Inquérito: 1.33.005.000120/2017-17 MPF - Inquérito Civil nr. 06.2017.00002129-4 MPSC

CMO ---ACP 5006637-28.2018.404720-1

Golar Terminal de Gás 5010121-51.2018.4.04.7201 TGB Terminal de Granéis Babitonga 5012980-45.2015.4.04.7201; 5003773-22.2015.4.04.7201
CMO, estaleiro 5014229-31.2015.4.04.7201

Ações do Plano Diretor ...........................

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